terça-feira, 17 de julho de 2018

Líder de quadrilha que aplicava golpes em deputados via WhatsApp é preso em São Luís

A Polícia Federal e Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) deflagraram, na manhã desta terça-feira (17), uma operação para desarticular uma quadrilha que clonava números de telefone para aplicar golpes por meio do aplicativo WhatsApp.
Um dos suspeitos é Leonel Pires Júnior, considerado o líder da quadrilha. Ele foi preso em seu apartamento em um condomínio de alto padrão, localizado no Parque Shalom no Olho D’água, em São Luís.
De acordo com as investigações, a quadrilha clonava os números, e através do WhatsApp das vítimas solicitava aos contatos da agenda, transferências bancárias, os alvos principal da quadrilha era autoridades públicas e políticos.  A polícia investiga os crimes de invasão de dispositivo informático, estelionato e associação criminosa.
“O que motivou essa prisão foram as investigações do caso de um ministro de Estado e, também, o caso do golpe aplicado ao deputado estadual Adriano Sarney, onde Leonel faturou R$ 70 mil”, conta o delegado Odilardo Muniz, do Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos, da Seic.
Em março deste ano, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo) e o ex-ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social), todos do MDB, tiveram os telefones fraudados e pediram investigação policial sobre o caso. Segundo os relatos, mensagens foram enviadas aos contatos deles por meio do aplicativo WhatsApp com pedidos de depósitos bancários.
No Maranhão, entre as vítimas estão os deputados Cléber Verde (PRB/MA), Valéria Macedo (PDT), Rogério Cafeteira (DEM), Josimar de Maranhãozinho (PR), Vinícius Louro (PR), Júnior Verde (PRB) e Fábio Macêdo (PDT), além de Adriano Sarney (PV), também tiveram suas contas do aplicativo WhatsApp clonadas.
A operação desta terça-feira (17) batizada de Swindle, que significa “fraude” em inglês, policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva no Maranhão e em Mato Grosso do Sul. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal em Brasília.

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