quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Mulher que deu chicotadas em carroceiro idoso vai responder a inquérito policial; MP classifica como abusiva reação


Caso está sendo investigado pela Delegacia do Idoso, onde foi aberto um inquérito policial.
Ministério Público classifica como abusiva reação de mulher Vídeo mostra mulher chicoteando idoso. Segundo a mulher, nas imagens, a ação foi devido a forma como o homem estaria tratando o animal que puxava a carroça.

A agressão a um idoso identificado como Olegário Castro, que estaria maltratando um animal, foi parar na delegacia. Imagens gravadas por celular mostram uma mulher inconformada com a forma com que este idoso estaria tratando o jumento, que puxava uma carroça. O vídeo mostra a mulher já fora do carro. Após uma discussão, ela pega o chicote do homem e começa a bate nele. Depois da agressão, a mulher entra no carro e vai embora.

O vídeo foi gravado na rotatória do bairro São Francisco, em São Luís, e ‘viralizou’ nas redes sociais levantou discussões sobre quem estaria com a razão. O caso foi levado para a Delegacia do Idoso, onde foi aberto um inquérito policial para apurar as agressões ao carroceiro de 63 anos.

A Promotoria do Idoso disse que a atitude da mulher foi abusiva, já que é preciso levar em consideração o aspecto cultural da profissão.

"Ali tem uma questão social envolvida. É cultural que em nossa região, pessoas tenham esses animais pra transporte de material como meio de subsistência dele e da família. Ao longo da história é comum saber que tem famílias inteiras que sobrevivem através desse tipo de trabalho. Solicitamos que a delegacia do idoso abra inquérito para investigar este caso", disse o promotor Augusto Cutrim.

O homem que aparece no vídeo é seu Olegário que trabalha há 50 anos como carroceiro. Há sete anos ele tem o jumento, que fica em um estábulo improvisado no quintal da casa dele. O idoso conta que tomou um susto com abordagem da mulher.

"Eu fiquei impressionado com aquilo que estava acontecendo. Ela surgiu do nada do meu lado. Chamando palavrões e me bateu com o chicote", disse Olegário.

Francilene Silva, filha de Olegário, é técnica de enfermagem e conta que o pai não é aposentado e sempre sustentou a família com o trabalho de carroceiro.

"Nunca deixou faltar nada pra gente e nem para os animais que ele tem. Ela não poderia fazer isso com ninguém. Poderia chamar pra conversar", disse a filha.
Com informações do G1 Maranhão

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