terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Bacanga e Rio Flores são consideradas pela Agência de Águas como barragens de alto risco


Das 99 barragens existentes no Maranhão com cadastro na Agência Nacional da Águas (Ana), apenas duas – Bacanga (São Luís) e Rio Flores (Joselândia) – apresentam ameaça para a população. A informação consta do levantamento realizado pela agência junto a 24.092 barragens para diferentes finalidades: acúmulo de água, rejeitos de minérios ou industriais e geração de energia.
Das 24.092 barragens, 3.545 foram classificadas como Categoria de Risco (CRI) e 5.459 quanto ao Dano Potencial Associado (DPA). Das barragens cadastradas, 723 (ou 3%) foram classificadas simultaneamente como de CRI e DPA altos. As informações constam do Relatório de Segurança de Barragens – 2017 (RSB), coordenado anualmente pela Agência Nacional de Águas (ANA), em cumprimento à PNSB. 

Das barragens analisadas no Maranhão, apenas oito- todas em São Luís – foram construídas com objetivo industrial, todas do Consórcio Alumar, sendo que em sete são despejados resíduos de bauxita. Todas elas foram consideradas de baixo risco de acidente, porém com alto poder de destruição, pelas substâncias armazenadas com alto poder de contaminação. As demais estão voltadas para irrigação e abastecimento da população.
De acordo com o relatório, a Barragem do Bacanga está na categoria de risco Alto e Flores, Médio, porém ambas têm potencial destruidor de alto risco, ou seja, um desastre poderia provocar grandes estragos ambientais, devastação e mortes de pessoas.  Ainda em São Luís, foram avaliados tanques da Alumar, todos com baixo risco de acidente, mas potencial destruidor alto.
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Flores – A Barragem do Rio Flores fica a 276 km de São Luís, na cidade de Joselândia, com capacidade para 1 bilhão e 400 milhões de metros cúbicos d’água. Sua construção foi iniciada em 1983 e concluída em 1987, com o objetivo de fazer o controle de enchentes da bacia do Mearim; melhoria da navegabilidade; aproveitamento de água para agricultura irrigada; e aproveitamento energético.
A barragem, no entanto, vem convivendo, ao longo dos anos, com a falta de manutenção, maquinário sucateado e o risco de inundação, carecendo de novos investimentos. O risco é que o desastre poderia causar destruição em várias cidades às margens do rio Mearim: Pedreiras, Trizidela do Vale, Bacabal, Vitória do Mearim, Arari.
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Barragem do Bacanga – Construída em 1968, o objetivo da era fazer a ligação rodoviária entre São Luís e o porto de Itaqui, reduzindo a distância de 36 km para 9 km; promover o saneamento de áreas inundadas na maré alta e descobertas na baixa; e favorecer a ocupação imobiliária, decorrente do crescimento da cidade, para o estabelecimento de novas áreas urbanas formadas nos locais que não seriam mais atingidos pela maré, após a construção da barragem.
A barragem passa por uma reforma, cujas obras já se arrastam por quase quatro anos, sem previsão de serem concluídas. Uma das maiores preocupações é com as comportas que controlam a vazão de água na maré alta e na baixa mar.

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